Sobre mim: Desafio 21 dias de Orações

      Meu nome é Valéria, tenho hoje no momento em que escrevo 53 anos, sou mãe do Willy, 32 anos e do Hary que tem 25 anos. Sou casada com o Flávio, temos 2 gatinhos, a Mila centenária, que eu a chamo de Bisa, temos o Happy, que está sempre se escondendo e temos o Yuki, nosso cachorrinho inteligente e meu anjo da guarda, minha sombra branca. Com uma família como esta eu quis muito experimentar o poder do milagre de cura da oração.

 

      Falando sobre minha infância, eu nasci em uma família de amor. Recebi muito amor e acredito que também o dei depois.

      Tive uma infância pobre, mas só sei dizer por que minha mãe, a Dona Eni, e Nini para a família, conta assim; eu mesma não me lembro de pobreza.

 

      Lembro-me de muitos brinquedos, comida deliciosa que minha mãe fazia e faz até hoje, lembro-me da pamonha, bolo de milho e curau que minha avó materna e as minhas tias faziam.

 

      Lembro-me de usar as meias para ir à escola, dia sim e dia não, para intercalar com a Lílian, minha irmã um ano mais nova. Cada dia uma usava o uniforme também e a outra vestia no outro dia. Deve ser por isso que a minha mãe dizia que éramos pobres.

 

     O tempo foi passando e eu continuei nunca vendo a pobreza. Eu e as minhas irmãs sempre tínhamos roupas que ganhávamos das tias e primas, tínhamos todos em casa ainda vivos; meu pai, meus avós, meu bisavô, o Vô Velho como o chamávamos. Tínhamos meus primos todos vivos, os tios e tias também, e isto era para mim a felicidade completa e rica, então eu era muito rica.

 

      Mas hoje sim, então sou mais pobre.

      Aqui eu choro!
      Horas depois volto a escrever.